terça-feira, 10 de novembro de 2009

rapidinho, no horário do expediente



Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar

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com essa música na cabeça o dia todo. vinícius e suas letras.
o vídeo não é dos melhores, mas tem uma bela participação de andreas kisser, que talvez compense a baixa qualidade.

domingo, 8 de novembro de 2009

um post para o domingo II

fui ao maracanã e mantendo uma tradição de anos - a baixa temperatura nos membros inferiores - meu time perdeu para o último colocado do campeonato. meu time era só o líder da competição desde a décima quinta rodada - o que comprova meu problema de baixa temperatura nos membros inferiores.

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as pessoas podiam vir com um manual de instruções. aí digamos que você começa a se relacionar comigo. sei lá, é minha vizinha, meu colega de sala, meu namorado, minha amiga... qualquer coisa. eu vou lá e te dou o manual. a vida seria muita mais simples. assim, digamos, você aprenderia rapidamente que eu não sou ciumenta, só sou possessiva, é só me dar atenção que eu fico feliz, não importando para quem você dá além de mim... por exemplo!

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não é que eu ande infeliz. mas com muita vontade de recomeçar a vida. fazer tudo de novo. recomeçar a farsa. mudar de personagem. já enjoei desse que hoje acorda todo dia, trabalha com capilo, toma uma cerveja com bodão e se diverte vendo a vida passar. querendo, sei lá, fazer um moicano; virar evangélica ou trabalhar numa padaria. mudar de personagem.


seu destino eu sei de cor

venho do show do nando reis. (nem vou explicar como fui parar lá, porque tá meio tarde. maso esquema era ingresso na mão e carona gratuita. fui)

peguei a última latinha dessas pequenininhas da skol q tinha geladeira. porque né? tá meio cedo ainda e não tem nutella.

cara, nando reis é um fazedor de hits. ele e lulu santos. os homens dos hits com refrão grudento, mensagem profunda e metáforas emocionantes. mas agora voltando pra casa, repensei isso. lulu é um homem de hits sobre as grandes questões da vida. as razões do ser, os amores platônicos, a essência do homem: a vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito.

nando reis não. ele é um cara da microfísica. o cara que te pega fundo. ele tem músicas sobre a mãe, sobre a filha, o amor que deu certo, o que deu errado, o all star, o jantar e qualquer outra coisa fundamental na sua existência.

quem nunca teve um amor pra sempre cantado numa música do nando que atire a primeira pedra. e quem não aprendeu com ele que o pra sempre sempre acaba, também.

mas confesso que a minha música sempre foi marvin. gosto de muitas, claro - todas devidamente cantadas hoje. mas marvin é foda. um hit para a vida.

marvin agora é só você.

e aos treze anos de idade eu sentia todo peso do mundo em minhas costas.

pra não dizer de quando só se via carne se roubasse um frango.

salve nando!

sábado, 7 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

E AO APAGAR DAS LUZES, EIS QUE SURGE UMA NOVA EPOPÉIA TRICOLOR...


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

bicicletas sem rodinhas

tem esse blog que eu não gosto muito, mas vez por outra eu leio. não é que eu não goste da mulher, minhas ideias não batem com as dela. eu leio porque me foi indicado por uma amiga, em quem confio muito no gosto, e às vezes surge algo que vale a pena - e que debatemos, eu e a amiga, com alguma frequência.

bom, entrei lá hoje e tinha um texto que me deu até vontade de comentar. mas não vou não. preguiça de discutir com quem já parte do pressuposto de que tudo pode ser relativizado - veja bem, uma concepção relativa do conhecimento é diferente de uma relativista.

a tal senhorita em questão - eu não vou linkar porque não quero debate, quero só tratar do assunto aqui e faço referência para dizer de onde vem minha inspiração - fala sobre a não existência de manipulação nos meios de comunicação. um dos argumento, e este é o mais recorrente entre os que defendem a tese, é de que não podemos imaginar na sociedade atual que os donos dos veículos de comunicação são uns homens do mal que ficam em sua sala comendando nossas ações como titereiros ou que manipulam grosseiramente nossa consciência. é comum que os argumentos que não se sustentam na realidade utilizem do exagero, da exarcerbação. desqualifica o debate.

ora, eu também não acho que a família marinho seja um coletivo de titereiros - até porque os titereiros me são mais cativantes. mas veja bem, manipular não é impôr uma consciência, um olhar. manipular - e não precisa ser um muniz sodré da vida, que sabe a origem de todas as palavras da língua portuguesa de cabeça, basta olhar no houaiss - é influenciar, adulterar, tudo para servir a interesses. pode ser também, claro, manusear os fatos, as informações, os dados conseguindo que o outro se comporte de uma dada maneira.

pensemos. o que faz a folha de são paulo quando publica na CAPA uma ficha falsa da dilma? influencia? adultera? consegue que boa parte da opinião brasileira - ainda que por um tempo, atenção; e outra grande parte para sempre - se comporte (pense) como ela planejou? aqui algo relevante para se tomar em conta: a folha publicou CONSCIENTEMENTE uma imagem falsa.

chamem meu pai aqui e perguntem pra ele se ele já não viu a foto da ficha da dilma? ele afirmará com a sinceridade e a certeza que só os homens de um caráter tão bem moldado como ele afirmariam: SIM. meu pai não mente. é bem informado. tem título de doutor. uma escrita primorosa. fala inglês, francês e espanhol.

se isso não é manipulação, eu não sei o que é.

mas aí dirão: ah, seu pai é desinformado. caramba! o cara lê o jornal mais importante do país. o jornal que todo empresário e político desse país tem em suas mão diariamente. chamem meu velho e ensinem como se informar, porque eu não tenho dúvidas que ele pensa que o faz diariamente.

a questão está aqui: a folha tem um alcance e uma credibilidade que apenas as empresas de comunicação do seu nível (em capital e grandeza) podem alcançar. não me venha o blog do nassif dizer que a foto da dilma não é a foto da dilma. quem pauta o debate é a folha. quem diz o que vai se falar amanhã de manhã no balcão do botequim são os frias e os marinho.

há excessões? claro que há. porque a dinâmica social não é um todo monolítico. otávio frias não é titereiro. e meu pai não é bonequinho. há disputa. até porque se não houvesse, meus caros, podíamos entregar os pontos e curtir a bárbarie. a vida não teria o menor sentido se não houvesse disputa. a isso, eu chamo luta de classes. mas há outros nomes por aí. o fato de haver momentos em que nessa disputa triunfe a verdade (palavra proibida: verdade, que verdade?), como no caso da dilma - não EXISTE ficha no dops, isso é fato, é verdade - não quer dizer que não há manipulação. a manipulação é o ato de adulterar, forjar e provocar com isso o comportamento alheio - vejam papai.

engraçado é que a blogueira por mim citada diz que não se pode falar em manipulação, mas sim em influência. interessante jogo de palavras. manipular não pode, é ideológico, do mal, sectário. influenciar sim, não há dúvidas. no mar de contradições ela diz que o que a mídia faz é construir realidade. de acordo. só que eu não tenho dúvida de que a realidade existe, ela está aí. pergunta pros meus camaradas lá da maré se o caveirão é uma representação? chama os 18 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza e pergunta se tem como deixar de sentir fome atribuindo outro sentido à realidade? senta no fasano e pede um prato de 600 reais, quando o cara vier cobrar entrega uma nota de 10 e explica pra ele que o valor que você atribui àquela nota é de 700, porque a verdade não existe.

existem dois caminhos para os meios de comunicação: ou eles retratam a realidade, dão vazão à ela, mostram a vida social, ou eles "criam uma realidade"- como fez a folha com a ficha da dilma - e isso é manipulação, basta ler um dicionário, nem precisa estudar comunicação.

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ando cada dia mais chata com esses assuntos, eu sei. por que falar em pobreza? violência? exploração? hoje, manipulação?

coisa mais sem sentido. por que?

um exercício pode ser olhar pela janela, a não ser que você viva como uma toupeira (debaixo da terra) as razões vão saltar na sua cara.

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faveleiro, queria te responder por aqui, mas esse texto acabou ficando longo e agora minha cabeça já fervilha pensando em comunicação, manipulação e nojo do meio em que estudo.

de todos modos: não me leve tão a sério. não sou do tipo que manda recados, ainda mais por vias assim.

clê, certa de que nem sempre é bem lida

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o título é lembrança de uma amiga querida com quem um dia conversava sobre temas parecidos e ela rindo, entre uma cerveja e outra, me disse:
- você não se sente feliz quando pensa? quando vê as coisas assim mais claras?
respondi que sim. ela:
- é como andar de bicicletas sem rodinhas, não acha?

de bodão pra clê

recentemente bodão presenteou clementina com uma panela de pressão. não qualquer panela, mas uma autêntica Rochedo, e com alumínio extraduro. que fique claro que ele, em momento algum, com o presente, teve intenção de dizer que lugar de mulher é na beira do fogão: "olha só filhão, essa panela eu que vou usar. é só me convidar que eu faço um caldo responsa, parceiro!". Vale lembrar que no embrulho (teve até embrulho), tinha lá um DE: Bodão PARA: Clementina. Uma gracinha...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

sinal de trânsito para tucanos

Retirado do AbundaCanalha

Depois da polêmica ilustração no Globo para o artigo de FHC, da contribuição do Esquerdopata, segue minha sugestão gráfica para guiar os passos das aves bicudas, que passam por momento de grande dificuldade de direção. Peço desculpas pelo uso do inglês, é que esse pessoal só obedece a ordens nesta língua.

para onde vamos?


eu podia falar aqui do artigo que o FHC publicou no domingo no globo e no estadão. podia passar horas falando que ele ataca o lula evocando "bons costumes" - sem se 'lembrar' do filho fora do casamento que ele tem com uma conhecida jornalista brasileira. podia comentar da cara de pau do homem que MUDOU a constituição para ser reeleito - porque não impor que a mudança valesse a partir de seu sucessor? -, evocando os valores democráticos e dizendo que lula tem sede de poder. ou ainda falar do absurdo, sem pé nem cabeça, que é ele RECLAMAR da gestão que o governo faz junto a Vale, a maior empresa brasileira, por ele privatizada - num dia em que o jornal nacional deu 4 minutos para o parto de xuxa e 45 segundos para o leilão. ora, se tem uma coisa no governo a ser parabenizada é isso: no auge da crise, o presidente chamou junto o presidente da vale e exigiu o fim das demissões. enfim... a falta de qualquer senso de realidade ou democracia de FHC daria pano pra um manga, colarinho e gravata.

mas eu queria falar mesmo é do jornalismo porco, tosco, grosseiro e desrespeitoso. reparem na ilustração que o globo usou na sua publicação. reparem na 'brincadeira' com a mão que parodia o defeito físico do presidente. até a ironia com a língua inglesa me passa, mas o lance da mão é inaceitável.

eu edito fotos diariamente para irem ao ar numa página que é lida por 6 dúzia de gatos pingados, se comparado com o globo. nosso critério primordial é sempre prezar por aqueles que são expostos, seja na foto, seja no texto. eu não coloco uma criança brincando num balanço feliz e sorridente se o texto fala de uma mãe que teve seu filho assassinado. evitamos expor as fragilidades e as dores da pessoas que retratamos. é assim no meu trabalho e num é faculdade que ensina isso. a gente aprende diariamente como pode ser cruel expor os outros. mais cruel ainda é se o escárnio pessoal passa para as páginas dos jornais. pior: se ele é usado no debate político.

os meios de comunicação são a principal arena do debate público. ora, como colocar para debater os 190 milhões de brasileiro, senão via imprensa? não dá pra colocar todo mundo num vale com direito à fala e à voto como faziam os gregos. só que os espaço público do debate é privado. veja que ironia. e como tudo que é privado serve a seu dono. ou você acha que levo caixas de som e ligo no meu ipod no ônibus para a galera ouvir também? ele é meu. e a mim ele serve. no máximo, empresto pra minha irmã, em quem confio e de quem utilizo favores - eu empresto, ela empresta.

é assim que funciona a vida. eu sou os marinho, meu ipod é o globo e FHC é minha irmã. interesses regem o mundo.

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vou falar pela enésima vez pra já me blindar de críticas. eu não estou defendendo o lula. só estou condenando o FHC, figura morta na política hoje, de quem aécio já avisou que quer distância e que o serra está evitando claramente. único ex-presidente que dedica seu tempo à acusar seu sucessor - reparem em itamar, por exemplo, ou resgatem os anos que se seguiram a sarney.

volto a dizer: as críticas a lula são infinitas. mas não serão feitas pelos tucanos ou pela direita em geral. não serão porque eles não têm interesse em criticar aquilo que fazem igual. ou você já viu FHC falando de reforma agrária? já o viu comentando sobre a queda na pobreza no país? o que fez FHC com as favelas em 8 anos de presidência?

essa merda não vai mudar tão cedo. mas eu não vou deixar de reclamar mesmo assim. ainda mais diante de algo tão rídiculo e gritante como a plaquinha de STOP do The Globe - este periódico norte-americano que uma tradicional família brasileira imprime no rio de janeiro.

eu sei que pensar não é uma coisa muito na moda. em tempos que intelectual é xingamento e o bom mesmo é mandar tudo à merda - como se pudéssemos mandar tudo à merda, sem que a merda voltasse para nós em forma de violência, trânsito, inflação poluição etc. ihh me perdi. ah sim, ia dizer que se não for pedir demais, pensa bem antes de comprar o jornal. pensa antes de reproduzir o que você lê nele - meus ouvidos já tão cheios dessas merdas.

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favelereiro, não que eu lhe deva explicações, mas se você soubesse do esforço sobrehumano (tudo junto, com hífen? tá estranho) que fiz para estar na Ilha no sábado você não me chamaria de sulista.

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um dia você vai receber uma carta misteriosa. isso é legal: http://www.mysteriousletters.blogspot.com/

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o calor que fez nessa cidade hoje me fez imaginar se na verdade nós já não morremos e estamos desfrutando de uma bela estadia no inferno.

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vou voltar pro poderoso chefão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

para cada suspiro um amor. para cada amor uma dor.

o acordo era cada um fazer um post hoje. eu, bodão e capilo.

aqui vai o meu.